As empresas podem terceirizar todas as etapas do processo produtivo de sua atividade. Nesta quinta-feira, 30, o Supremo Tribunal Federal decidiu que seja meio ou fim, o empregador pode terceirizar a mão de obra utilizada. O STF julgava a permissão de terceirização da atividade-fim, ou seja, aquela para a qual se destina a principal função da empresa. Foram sete votos a favor da terceirização e quatro contra.

A presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia destacou que a terceirização não é a causa da precarização do trabalho nem viola por si só a dignidade do trabalho. “Se isso acontecer, há o Poder Judiciário para impedir os abusos. Se não permitir a terceirização garantisse por si só o pleno emprego, não teríamos o quadro brasileiro que temos nos últimos anos, com esse número de desempregados”, salientou, dizendo que a garantia dos postos de trabalho não está em jogo, mas sim uma nova forma de pensar em como resolver a situação de ter mais postos de trabalho com maior especialização, garantindo a igualdade entre aqueles que prestam o serviço sendo contratados diretamente e os contratados de forma terceirizada. “Com a proibição da terceirização, as empresas poderiam deixar de criar postos de trabalho”, afirmou.

CONTRATAÇÕES

Para quem esta fora do mercado e espera na terceirização uma oportunidade de emprego, o advogado Bruno Gallucci afirma que por conta da recente pacificação do tema, a tendência é que, nos próximos meses, a contratação de trabalhadores terceirizados aumente. “Basicamente, o colaborador deve ficar atento às condições de trabalho, que deve ser em iguais condições aos demais funcionários diretos e também, verificar se os direitos trabalhistas estão sendo respeitados pelas empresas intermediadoras”, orienta.

Fonte:  avozdacidade.com