Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), deve pautar a votação de destaques do projeto que regulamentará o Cadastro Positivo. O anúncio agradou ao presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Hilgo Gonçalves. “É uma notícia importante e esperada, que traz ganhos fundamentais ao mercado financeiro”, disse Gonçalves.

Entre os benefícios do Cadastro Positivo, de acordo com presidente da Acrefi, está a redução da assimetria da informação em favor das instituições doadoras de crédito. “Com o Cadastro, as instituições financeiras passarão a ter mais informações sobre o comportamento e o compromisso financeiro do consumidor”, disse.

A expectativa é de que o Cadastro Positivo fará com que o volume de crédito concedido aumente e que leve a uma redução significativa da inadimplência e, no longo prazo, à redução da taxa de juros de mercado. Gonçalves diz que em países em que o Cadastro Positivo já está consolidado o crédito cresceu de forma expressiva. Um exemplo é o Chile, onde o volume de crédito concedido equivale a 100% do PIB chileno.

“No Brasil, o volume de crédito é de apenas 47% do PIB”, disse o presidente da Acrefi. A inadimplência nesses países, de acordo com Gonçalves, recuou 40%. O executivo destaca, ainda, que o Cadastro Positivo se mostra como uma bela ferramenta de inclusão financeira. Para ele, muitas pessoas com bom histórico de crédito ainda não estão incluídas no sistema financeiro pelo simples fato de os bancos e as financeiras não terem acesso a esse histórico.

“Estimamos que hoje há cerca de 15 milhões de pessoas inscritas no sistema. Com a aprovação da inclusão automática das informações no Cadastro Positivo, acreditamos que esse número subirá para cerca de 100 milhões”, disse.

Hoje, para ter suas informações inseridas no Cadastro, o consumidor tem que pedir. Com a votação prevista para a semana que vem, todos serão incluídos automaticamente. Quem não quiser deixar as informações no cadastro terá de fazer o pedido para a retirada.
Fonte: Jornal do Comércio